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A síndrome de Cushing em cães é uma das doenças endócrinas mais comuns em animais de meia-idade e idosos, caracterizada pelo excesso de produção de cortisol no organismo. Esse desequilíbrio hormonal pode comprometer diferentes sistemas do corpo e, quando não diagnosticado a tempo, afeta diretamente a qualidade de vida do pet.
Cada vez mais considerados parte da família, os cães merecem atenção especial quando apresentam alterações de comportamento, de aparência física ou de energia. Reconhecer os primeiros sinais da síndrome de Cushing em cães é essencial para que o tratamento seja iniciado rapidamente, evitando complicações como fraqueza muscular, problemas de pele e até o desenvolvimento de outras doenças associadas.
Compreender as causas, identificar os sintomas e conhecer as formas de tratamento disponíveis é fundamental para oferecer ao animal uma vida mais saudável, equilibrada e com maior bem-estar ao longo dos anos.
O que é a síndrome de Cushing em cães?

A síndrome de Cushing em cães, também conhecida como hiperadrenocorticismo (HAC), é uma endocrinopatia caracterizada pela produção excessiva de cortisol pelas glândulas adrenais, conforme descrito em estudo clínico publicado na Vet Clin North Am. Esta condição hormonal séria acomete principalmente cães de meia-idade a idosos, com idade média entre 7 e 9 anos, independentemente do sexo.
Como o cortisol afeta o organismo do cachorro
O cortisol é um hormônio essencial para o funcionamento adequado do organismo canino. Normalmente, sua produção é controlada por um sistema que envolve o hipotálamo e a hipófise. O hipotálamo produz corticotrofina, que estimula a hipófise a liberar o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), responsável por ativar a produção de cortisol pelas glândulas adrenais.
Este hormônio desempenha funções fundamentais no corpo do cachorro com síndrome de Cushing:
- Auxilia na resposta inflamatória das defesas do organismo;
- Controla os níveis de açúcar no sangue;
- Mantém a pressão sanguínea adequada;
- Regula o metabolismo de proteínas, gorduras e carboidratos.
Quando há excesso de cortisol, surgem alterações metabólicas significativas. O hormônio em quantidade elevada causa hipermetabolismo de lipídeos, carboidratos e proteínas, enfraquecendo o sistema imunológico do animal, conforme estudo clínico-patológicos publicado em JAHA, que retratam fraqueza muscular, infecções recorrentes, alterações no perfil lipídico e elevação de enzimas hepáticas em cães com HAC.
Além disso, inibe a acumulação de células de defesa em áreas inflamadas, tornando o cachorro mais suscetível a infecções e outras doenças, como o diabetes canina (aproximadamente 10% dos cães com síndrome de Cushing desenvolvem diabetes).
Causa ainda aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, elevação das enzimas hepáticas e interferência com o hormônio antidiurético (ADH), resultando em desidratação.
Diferença entre síndrome de Cushing em cães e envelhecimento natural
Um dos maiores desafios para os tutores é distinguir entre os sintomas da síndrome de Cushing em cães e as mudanças naturais do envelhecimento. Muitas vezes, os sinais iniciais são confundidos com o processo normal de envelhecimento, o que pode atrasar o diagnóstico.
Os principais sintomas que podem ser confundidos incluem:
- Aumento da sede (polidipsia) e da frequência urinária (poliúria);
- Elevação do apetite (polifagia), com ganho de peso especialmente na região abdominal;
- Distensão abdominal ou “barriga d’água” devido à fraqueza muscular;
- Perda de pelos, principalmente no dorso e cauda;
- Letargia, cansaço excessivo e intolerância a exercícios;
- Pele mais fina e escurecida (hiperpigmentação);
- Feridas que demoram a cicatrizar.
A progressão da síndrome de Cushing em cães geralmente é lenta, dificultando sua identificação precoce. Existem relatos de que pelo menos um sintoma pode surgir anos antes do diagnóstico definitivo.
É muito importante ficar atento a essas alterações e buscar avaliação veterinária ao notar mudanças significativas no comportamento ou aparência do seu pet.
Principais causas da síndrome de Cushing em cães

Compreender as causas da síndrome de Cushing em cães é fundamental para definir o melhor tratamento para seu animal. O hiperadrenocorticismo possui três origens principais, cada uma com características específicas que afetam o organismo do seu pet de formas diferentes.
Tumores na hipófise (forma dependente da hipófise)
A forma mais comum da síndrome de cushing em cães é a hipófise, também conhecida como pituitária, é responsável por controlar a produção de glicocorticoides pelas glândulas adrenais. Esta condição ocorre quando um tumor (geralmente benigno) se desenvolve na glândula hipófise, localizada na base do cérebro.
O tumor na hipófise produz excessivamente o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), fazendo com que as glândulas adrenais liberem cortisol continuamente, mesmo quando não há necessidade. Este desequilíbrio hormonal afeta principalmente cães acima de seis anos, sendo que 75% dos casos são diagnosticados em animais com mais de nove anos.
Algumas raças de pequeno e médio porte têm maior predisposição para desenvolver esta forma da doença:
- Poodle;
- Dachshund (teckel);
- Yorkshire Terrier;
- Beagle;
- Boston Terrier;
- Boxer.
É importante saber que aproximadamente 75% dos cães com a forma dependente da hipófise pesam menos de 20 kg. Embora estes tumores sejam geralmente benignos, em casos raros podem crescer e pressionar estruturas cerebrais próximas, causando sintomas neurológicos.
Tumores nas glândulas adrenais
Os tumores nas glândulas adrenais são responsáveis por cerca de 15% a 20% dos casos de síndrome de Cushing em cães. Nesta forma, chamada de adrenal-dependente (ADH), o tumor se desenvolve diretamente nas glândulas adrenais, que começam a secretar cortisol em excesso, independentemente do controle da hipófise.
Esta variante acomete geralmente cães mais velhos, com mais de nove anos, e atinge com maior frequência animais de grande porte – cerca de 50% dos cães com ADH pesam mais de 20 kg. Embora não haja confirmação científica de predisposição por sexo, as fêmeas são diagnosticadas mais frequentemente.
Os tumores adrenais podem ser benignos (adenomas) ou malignos (carcinomas). Quando malignos, apresentam maior risco de complicações graves.
A cirurgia para remoção do tumor é frequentemente recomendada, porém em muitos casos o risco cirúrgico é alto, tornando necessário o tratamento medicamentoso.
Uso prolongado de corticoides (forma iatrogênica)
A síndrome de Cushing em cães pode surgir não apenas por causas naturais do organismo, mas também como resultado do uso prolongado de medicamentos à base de corticoides. Essa forma, chamada iatrogênica, acontece quando substâncias administradas com fins terapêuticos acabam interferindo no equilíbrio hormonal do animal.
Embora esses medicamentos sejam amplamente utilizados no controle de inflamações, alergias e outras condições, o uso contínuo pode afetar o funcionamento do eixo hormonal responsável pela produção de cortisol.
Essa condição costuma aparecer em cães que recebem tratamento com corticoides por diferentes vias como oral, injetável, tópica ou ocular e é mais frequentemente observada em animais de pequeno porte.
A diferença é que, nesse tipo de Cushing, a reversão dos sintomas pode ser possível com a retirada gradual do medicamento, sempre sob orientação veterinária. Um acompanhamento cuidadoso é essencial para restaurar o equilíbrio do organismo e garantir a recuperação do animal com segurança.
Sintomas mais comuns da síndrome Cushing em cães

Reconhecer os sintomas da síndrome de Cushing em cães é fundamental para o diagnóstico precoce desta condição, a progressão dos sintomas geralmente é lenta, com períodos de melhora e piora ao longo do tempo.
É muito importante ficar atento aos sinais que indicam anormalidade no comportamento do animal, para saber o momento certo de procurar exames com seu veterinário de confiança.
Alterações no apetite e sede
Os principais sinais que podem indicar alterações hormonais em cachorros são:
- Polidipsia: aumento excessivo da sede e ingestão de água;
- Poliúria: aumento do volume e frequência urinária;
- Polifagia: fome excessiva e aumento do apetite.
Essas alterações ocorrem devido ao efeito diurético do excesso de cortisol. Mesmo recebendo alimentação adequada, o cachorro com síndrome de Cushing continua com fome excessiva porque o cortisol interfere no centro da fome no cérebro.
Mudanças na aparência física
A distensão abdominal é considerada um sinal clássico da doença. Esta alteração acontece devido a vários fatores:
- Acúmulo de gordura na região abdominal;
- Aumento do fígado (hepatomegalia);
- Fraqueza da musculatura abdominal;
- Atrofia muscular generalizada.
O ganho de peso também é comum, mesmo quando o cão recebe dieta adequada. Isso acontece porque o cortisol reduz a taxa metabólica do animal.
Problemas de pele e queda de pelos
As alterações na pele são bastante evidentes:
- Alopecia canina simétrica bilateral (principalmente no dorso e cauda);
- Pele fina, frágil e desidratada;
- Hiperpigmentação (escurecimento da pele);
- Cicatrização lenta de feridas;
- Presença de vasos sanguíneos aparentes.
Casos mais avançados podem apresentar calcinose cutânea, caracterizada por depósitos de cálcio sob a pele que formam áreas endurecidas.
Comportamento e energia reduzida
Os sinais comportamentais incluem:
- Letargia e cansaço excessivo;
- Intolerância a exercícios físicos;
- Fraqueza muscular generalizada;
- Alterações no ciclo de sono;
- Irritabilidade ou agitação.
A fraqueza muscular pode afetar inclusive os músculos respiratórios, resultando em respiração ofegante mesmo sem esforço físico.
Sempre que sentir que o seu pet está apresentando sintomas anormais, que podem ir muito além do comportamento diário dele, é de suma importância que você procure por um médico especialista que te ajudará a identificar e tratar a situação.
A Gold Lab Vet oferece consultas clínicas especializadas em endocrinologia e outras áreas essenciais para cães com suspeita de síndrome de Cushing. Nossa equipe atua com exames laboratoriais, imagem avançada e acompanhamento individualizado, garantindo diagnóstico preciso e um plano terapêutico completo para melhorar a qualidade de vida do seu pet.
Diagnóstico e exames essenciais da síndrome Cushing em cães

A síndrome de Cushing em cães exige diagnóstico preciso e oportuno para que o tratamento seja iniciado de forma eficaz, evitando o agravamento do quadro clínico. A confirmação da doença depende da análise criteriosa dos sinais apresentados e da realização de exames específicos que auxiliam na definição do tipo e da gravidade da condição.
Importância do endocrinologista veterinário
O acompanhamento com especialista em endocrinologia veterinária é fundamental tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento eficaz. Como a síndrome de Cushing em cães evolui lentamente, os primeiros sinais são frequentemente sutis e facilmente ignorados.
O médico veterinário endocrinologista possui conhecimento específico para identificar os padrões da doença e solicitar os exames mais adequados para seu pet.
Exame de cortisol veterinário
O exame de cortisol em cães é o principal hormônio secretado pelas glândulas adrenais. Embora a dosagem basal de cortisol forneça informação limitada isoladamente, ela é parte importante de vários testes diagnósticos.
É importante saber que animais com hiperadrenocorticismo frequentemente apresentam níveis de cortisol basal dentro da faixa normal, tornando necessários testes adicionais para diagnóstico definitivo.
Teste de estimulação com ACTH
Este teste de estimulação com ACTH é considerado o método mais confiável para diagnóstico da com síndrome de Cushing em cães. O procedimento funciona da seguinte forma:
- Administra-se ACTH sintético por via intravenosa ou intramuscular;
- Realizam-se coletas de sangue antes e uma hora após a aplicação;
- Valores de cortisol pós-estimulação acima de 220 ng/mL são consistentes com o diagnóstico;
- Este teste também é excelente para monitorar a resposta ao tratamento.
Teste de supressão com dexametasona
O teste de supressão com dexametasona em baixa dose apresenta sensibilidade entre 85-100% e boa especificidade. O procedimento envolve coletas de sangue antes da aplicação e após 4 e 8 horas.
Em cães saudáveis, observa-se supressão do cortisol para valores inferiores a 10 ng/mL, enquanto valores acima de 14 ng/mL sugerem a doença.
Ultrassom veterinário
O exame de ultrassom em cães é fundamental para avaliar as glândulas adrenais e determinar a origem do hiperadrenocorticismo. Através deste exame de imagem, é possível identificar:
- Na forma hipófise-dependente: aumento bilateral das adrenais;
- Na forma adrenal-dependente: geralmente uma massa unilateral com atrofia da glândula contralateral.
Hemograma completo veterinário
No hemograma veterinário, o leucograma de estresse é um achado frequente, caracterizado por neutrofilia, monocitose, linfopenia e eosinopenia. Na bioquímica sérica, o aumento da fosfatase alcalina (FA) é a alteração mais comum, presente em mais de 90% dos casos, podendo atingir valores 5 a 40 vezes acima do normal.
Através dos exames laboratoriais e exames de imagem realizados no laboratório veterinário Gold Lab Vet, podemos chegar a diagnósticos rápidos, com agilidade e precisão, possibilitando uma rápida conduta clínica para o tratamento da síndrome de Cushing em cães.
Tratamentos e cuidados da síndrome de Cushing em cães

O tratamento da síndrome de Cushing em cães tem como principal objetivo controlar os níveis de cortisol e minimizar os impactos da doença no organismo do animal. Com a abordagem correta, é possível aliviar os sintomas, estabilizar o quadro clínico e proporcionar mais conforto e bem-estar ao pet, mesmo em casos sem possibilidade de cura definitiva.
Tratamento medicamentoso para controle do cortisol
O tratamento medicamentoso da síndrome de Cushing em cães tem como foco principal a regulação da produção de cortisol no organismo. Os fármacos utilizados atuam diretamente na inibição de enzimas envolvidas nesse processo, ajudando a estabilizar os níveis hormonais e a reduzir os sintomas clínicos.
A administração deve ser feita conforme orientação veterinária, preferencialmente junto à alimentação, para garantir melhor absorção. O acompanhamento contínuo é fundamental para ajustar a dosagem conforme a resposta individual de cada animal e assegurar a eficácia do tratamento.
Quando a cirurgia é indicada
A cirurgia é recomendada principalmente quando há tumores nas glândulas adrenais. Este procedimento apresenta riscos consideráveis e deve ser realizado em centros cirúrgicos veterinários especializados, com profissionais experientes.
Sempre consulte seu veterinário para avaliar se a cirurgia é a melhor opção para o caso específico do seu animal.
Importância da dieta e suporte imunológico
Uma alimentação especialmente formulada é essencial para cães com hiperadrenocorticismo. A dieta adequada deve incluir:
- Proteínas de alta qualidade e fácil digestão;
- Nutrientes que fortaleçam o sistema imunológico;
- Baixo teor de gorduras;
- Níveis controlados de sódio;
- Ausência de suplementos de cálcio.
Evite alimentos com excesso de gordura e sal, pois estes animais têm maior propensão a desenvolver cálculos renais.
Acompanhamento veterinário regular
O monitoramento constante é fundamental para o sucesso do tratamento. Recomenda-se:
- Exames periódicos para ajustar dosagens dos medicamentos;
- Avaliação da eficácia do tratamento através de testes específicos;
- Visitas regulares ao endocrinologista veterinário;
- Acompanhamento mais frequente nos primeiros meses após diagnóstico.
A Gold Lab Vet conta com equipamentos modernos, de última geração e o mais importante, patologistas clínicos veterinários altamente qualificados, com especialização na área de atuação e vasta experiência no diagnóstico da síndrome de Cushing em cães.
Dúvidas frequentes sobre síndrome de Cushing em cães
Lidar com a síndrome de Cushing em cães pode ser desafiador, especialmente quando surgem tantas perguntas ao mesmo tempo. Para facilitar esse momento, reunimos as dúvidas mais comuns de quem busca entender melhor a condição e oferecer os cuidados certos para seu companheiro.
Quais são as principais causas da síndrome de Cushing em cães?
As causas mais comuns são tumores na glândula hipófise, tumores nas glândulas adrenais e o uso prolongado de medicamentos corticoides. A forma mais frequente é a dependente da hipófise, responsável por cerca de 80-85% dos casos.
Como reconhecer os sintomas da síndrome de Cushing em cães?
Os sintomas incluem aumento da sede e micção, aumento do apetite, distensão abdominal, perda de pelos, letargia, pele fina e escurecida, e cicatrização lenta de feridas. É importante notar que estes sinais podem ser confundidos com o envelhecimento natural.
Que exames são necessários para diagnosticar a síndrome de Cushing em cães?
O diagnóstico envolve vários exames, incluindo o teste de estimulação com ACTH, teste de supressão com dexametasona, ultrassom das glândulas adrenais e hemograma completo. Um endocrinologista veterinário pode determinar os testes mais apropriados para cada caso.
Qual é o tratamento mais comum para cães com síndrome de Cushing?
O tratamento mais utilizado é o medicamento que inibe a produção excessiva de cortisol. Em alguns casos, especialmente quando há tumores adrenais, a cirurgia pode ser recomendada. O tratamento é contínuo e requer monitoramento regular.
Que cuidados especiais um cão com síndrome de Cushing necessita?
Cães com síndrome de Cushing necessitam de uma dieta especial rica em proteínas e baixa em gorduras, acompanhamento veterinário regular para ajustes na medicação, monitoramento dos níveis hormonais e atenção especial à pele e ao sistema imunológico. Exercícios moderados também são importantes, respeitando as limitações do animal.
Considerações finais sobre síndrome de Cushing em cães
A síndrome de Cushing em cães é uma condição endócrina séria, mas manejável. O excesso de cortisol impacta pele, músculos, metabolismo e comportamento, comprometendo o bem-estar do animal.
Reconhecer os sinais e agir cedo faz diferença direta no prognóstico. O diagnóstico preciso combina avaliação clínica com testes específicos e exames de imagem. Identificar a origem — hipófise, adrenal ou forma iatrogênica — orienta o plano terapêutico e reduz complicações.
O tratamento da síndrome de Cushing em cães busca controlar o cortisol e estabilizar o quadro. Com acompanhamento veterinário regular, ajustes de dose e reavaliações periódicas, é possível aliviar sintomas e preservar a qualidade de vida do pet.
Cuidar da rotina ajuda no controle: alimentação adequada, monitoramento de pele e peso, exercícios moderados e visitas programadas ao especialista. Com atenção contínua e decisões informadas, seu cão pode viver com mais conforto e segurança.








Uma resposta
Nossa muito boa a página, muitas informações necessárias sobre a síndrome de cunshing. Entre outras informações importantes. Gostei muito!