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Exame de Cortisol Veterinário

Cortisol é o principal glicocorticoide secretado no córtex adrenal. A maior parte do cortisol plasmático se liga às proteínas plasmáticas, cerca de 10% da quantidade circulante encontra-se na forma livre e metabolicamente ativa. Realizamos o exame em nossa clínica veterinária em cachorros e gatos em São Paulo (SP).

O que é e para que serve o exame de Cortisol?

Este hormônio influencia o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios, estimula a gliconeogênese e ocasiona resistência periférica à insulina, inibindo o transporte de glicose às células. Também apresenta efeito anti-inflamatório, em parte como resultado dos efeitos nos leucócitos circulantes.

A secreção de cortisol é controlada por um mecanismo clássico de feedback negativo. O cortisol é secretado em resposta ao ACTH oriundo da pituitária anterior (adeno-hipófise). A secreção de ACTH é controlada pelo hormônio liberador de corticotropina, um peptídio hipotalâmico. O alto teor de cortisol no sangue inibe a secreção do hormônio liberador de corticotropina pelo hipotálamo, reduzindo a secreção de ACTH que, por sua vez, impede a secreção de cortisol pela adrenal.

Como resultado, tem-se a secreção pulsátil de cortisol. A liberação episódica de cortisol resulta em faixa de variação de referência bem ampla e, com frequência, os animais com hiperadrenocorticismo ou hipoadrenocorticismo apresentam teor na faixa de variação normal. Além disso, pode haver elevação do teor basal de cortisol em consequência do estresse induzido por transporte, hospitalização, flebotomia ou doença aguda, ou crônica grave.

A concentração basal de cortisol propicia informação limitada da função adrenocortical. No entanto, o cortisol é dosado como parte de vários testes de estimulação e supressão, que fornecem informações da função adrenocortical em casos suspeitos de hiperadrenocorticismo e hipoadrenocorticismo.

Hiperadrenocorticismo

Também chamado de Síndrome de Cushing é ocasionada pela dependência do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) ou falta de necessidade do seu uso devido a um descontrole hormonal. Tanto os seres humanos quanto cachorros e gatos estão propensos a ela, e um dos principais sinais de sua presença é o acúmulo de gordura na região abdominal ou do rosto.

Existem vários sintomas que indicam o Hiperadrenocorticismo, confira, abaixo, quais são os principais deles:

  • Aumento no consumo de água e, como consequência, da frequência urinária;
  • Incontinência urinária em cães e gatos;
  • Fraqueza e perda de pelos, os pelos tendem a apresentar aspecto poroso;
  • Aumento do apetite e ganho de peso, além da maior quantidade de gordura na barriga e rosto;
  • Letargia.

Hipoadrenocorticismo

Também chamado de Síndrome de Addison, é uma doença não muito comum presente em cachorros, geralmente ocasionada pela produção deficiente de glicocorticóides e/ou mineralocorticóides. Como consequência, é comum que o animal apresente diversos desconfortos abdominais, como dores abdominais e diarreia.

Segundo especialistas, alguns sinais de que o cachorro sofre com Hipoadrenocorticismo, são:

  • Diarreia e fezes menos rígidas;
  • Perda de peso em todas as partes do corpo, ocasionando possível anorexia;
  • Calafrios;
  • Fraqueza muscular, dificuldade para andar.

Quantas horas de jejum para fazer o exame de cortisol?

  • O teor basal de cortisol, de modo isolado, fornece informação limitada sobre a função adrenocortical;
  • No hiperadrenocorticismo atípico pode ser necessária a determinação de outros hormônios esteroides;
  • Prefere-se amostra de sangue obtida após jejum de 8-12 horas.

Quais medicamentos alteram o exame de cortisol?

Medicamentos que alteram e interferem nos resultados ou interpretação são: Prednisona ou prednisolona (ou esteroides estruturalmente relacionados) apresentam reação cruzada no teste de cortisol, elevando de maneira falsa o resultado. Já a Dexametasona, não interfere no teste de cortisol.

Quais substâncias alteram a fisiologia?

  • A concentração sanguínea de cortisol diminui com terapia anticonvulsivante, que aumenta a metabolização hepática do cortisol;
  • Tratamento prolongado com glicocorticoide causa atrofia da adrenal e subsequente redução do teor de cortisol;
  • A administração de progestinas, como acetato de megestrol, reduz a concentração de cortisol;
  • O aumento da ligação com proteínas faz com que os estrógenos elevem o teor plasmático de cortisol;
  • Estresse e doença não adrenal.

Quais as recomendações clínicas para o exame de cortisol?

  • Há necessidade de testes de função adrenocortical (como estimulação com ACTH ou teste de supressão com dexametasona) para diagnóstico definitivo de hiperadrenocorticismo;
  • Cachorros com hiperadrenocorticismo com frequência apresentam teor basal de cortisol na faixa normal de referência;
  • Estresse e enfermidade não adrenal elevam a concentração basal de cortisol;
  • Para triagem de hipoadrenocorticismo;
  • Em cães com suspeita de doença de Addison, o teor de cortisol < 1 μg/dl pode ser definitivo se os sinais clínicos sustentam a suspeita.

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