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A dermatite atópica em cães é uma condição crônica que acomete cerca de 15% da população canina em todo o mundo. Trata-se de uma inflamação cutânea provocada por uma desordem alérgica, de origem multifatorial, que surge a partir da perda da integridade da barreira epidérmica e da desregulação do sistema imunológico. Na maioria dos casos, os primeiros sinais clínicos se manifestam ainda na juventude, entre os seis meses e três anos de idade.
Entre os sintomas mais frequentes estão a coceira intensa, vermelhidão, inflamações na pele e, em muitos casos, infecções secundárias causadas pelo ato constante de coçar ou lamber as áreas afetadas.
Reconhecer esses sinais de forma precoce é essencial para garantir um diagnóstico preciso, iniciar o tratamento adequado e proporcionar mais bem-estar e qualidade de vida ao seu companheiro de quatro patas.
O que é dermatite atópica em cães?

A dermatite atópica em cães representa uma desordem cutânea alérgica, de caráter inflamatório e crônico, caracterizada principalmente por coceira intensa e alterações na pele.
Trata-se de uma patologia hereditária que se desenvolve em animais com predisposição genética quando expostos a alérgenos ambientais como ácaros, fungos, leveduras, pólen e poeira. Diferentemente do que muitos pensam, a dermatite canina não é simplesmente uma reação alérgica passageira, mas sim uma condição complexa que envolve alterações na barreira cutânea e no sistema imunológico do animal.
Como a doença afeta a pele do animal?
O cachorro com dermatite atópica apresenta uma deficiência na barreira cutânea, o que permite a penetração de alérgenos ambientais e microrganismos através da pele. Essa falha na função de proteção desencadeia uma resposta imunológica de hipersensibilidade do tipo I, causada por aumento da imunoglobulina E (IgE).
Na prática, isso significa que a pele do animal não consegue cumprir adequadamente sua função de barreira anatomofisiológica. A camada mais externa da epiderme, chamada córnea, é formada por células (corneócitos) envolvidas em uma matriz lipídica. Qualquer alteração nessa estrutura compromete a proteção do organismo, facilitando a entrada de substâncias agressoras como o pólen.
Além disso, o processo inflamatório desencadeado provoca alterações visíveis na pele como eritema (vermelhidão), descamação, e com o tempo, hiperpigmentação e espessamento da pele (liquenificação). Em casos crônicos, podem surgir infecções secundárias bacterianas e fúngicas, agravando ainda mais o quadro clínico.
Diferença entre dermatite atópica e outras alergias
A dermatite atópica em cães se diferencia de outras alergias principalmente por seu caráter crônico e multifatorial. Enquanto a hipersensibilidade alimentar e a dermatite atópica exibem reações e lesões semelhantes durante o exame físico, a alimentar geralmente não apresenta caráter sazonal.
Já a dermatite alérgica à picada de pulga, que é o processo alérgico mais frequente em cães, tem como principal característica a localização das lesões na região dorso-lombar e na base da cauda, diferente da dermatite atópica que afeta principalmente face, orelhas, axilas, abdômen, virilha e patas.
Outro ponto importante é que na dermatite atópica em cães, os alérgenos responsáveis são orgânicos e de origem natural. Produtos químicos encontrados em produtos de limpeza, por exemplo, não causam dermatite atópica, mesmo que possam provocar uma reação cutânea.
Por que é considerada uma condição crônica?
A dermatite atópica em cães é considerada uma condição crônica porque, infelizmente, não possui cura. O animal diagnosticado com essa enfermidade precisará de acompanhamento e tratamento ao longo de toda a sua vida.
Os animais atópicos apresentam duas características principais que levam à doença: a barreira cutânea mais frágil, que permite a entrada dos alérgenos, e problemas na resposta imune que identifica erroneamente esses alérgenos como uma ameaça.
Portanto, mesmo com tratamento adequado, o cachorro com dermatite atópica terá predisposição a desenvolver sintomas sempre que exposto aos alérgenos desencadeantes. No entanto, com manejo apropriado, é possível controlar os sintomas e proporcionar qualidade de vida ao animal.
Principais causas e risco dermatite atópica em cães

A origem da dermatite atópica em cães é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre predisposição genética, alérgenos ambientais e alterações na barreira cutânea. Compreender esses fatores é fundamental para adotar medidas preventivas e proporcionar melhor qualidade de vida ao seu pet.
Predisposição genética e raças mais afetadas
A dermatite canina de origem atópica possui uma forte base hereditária. Quando ambos os pais são atópicos, o risco de um filhote desenvolver a condição é significativamente maior. Nos casos em que apenas um dos pais é afetado, o risco é moderado.
Estudos publicados em MERCK MANUAL -Veterinary Manual mostram que a enfermidade oscila entre 10% a 30% das dermatopatias caninas. Por ter caráter genético, certas raças apresentam maior predisposição para desenvolver a doença.
Entre as raças mais propensas estão:
- Golden Retriever, Labrador e Boxer;
- Bulldog Inglês e Francês;
- West Highland White Terrier e Terrier Escocês;
- Shih Tzu e Lhasa Apso;
- Schnauzer Miniatura e Poodle;
- Shar Pei e Dálmata;
- Pastor Alemão e Cocker Spaniel.
Uma pesquisa analisando 552 cães diagnosticados com a doença concluiu que raças como Labrador Retriever, Golden Retriever, Bulldog, Yorkshire, Pastor Alemão e Cocker Spaniel apresentam predisposição genética significativa.
Normalmente, os cachorros com dermatite atópica começam a apresentar sinais entre os 6 meses e 3 anos de idade, período em que o sistema imunológico está completamente desenvolvido e começa a reagir aos alérgenos ambientais.
Alérgenos ambientais comuns
Os alérgenos são substâncias que desencadeiam reações alérgicas nos pets sensíveis. Basicamente, qualquer item ambiental que entre em contato com a pele do cão pode provocar uma reação alérgica. Entre os principais alérgenos responsáveis pela dermatite atópica em cães, destacam-se:
- Ácaros da poeira doméstica (Dermatophagoides farinae, Dermatophagoides pteronyssinus, Blomia tropicalis);
- Ácaros de armazenamento (Acaro siru, Glicipahagus domesticus);
- Pólen de árvores, arbustos e gramíneas;
- Mofo e fungos ambientais;
- Escamas de pele humana e partículas alimentares.
Além disso, também há indícios de que a infecção por Toxocara canis pode ter um efeito protetor contra a dermatite atópica canina induzida por ácaros da poeira doméstica. Esta observação corrobora a chamada “teoria da higiene”, que sugere que a diminuição do contato com agentes potencialmente perigosos pode enfraquecer o sistema imunológico dos pets.
Curiosamente, cães que vivem em sítios, chácaras ou fazendas dificilmente desenvolvem dermatite atópica, mesmo tendo predisposição genética, pois seu organismo é desafiado desde muito cedo. Por outro lado, aqueles que vivem em apartamentos com ambientes muito limpos têm maior chance de manifestar a doença, já que seu sistema imune foi menos exposto a diferentes antígenos.
Influência da barreira cutânea enfraquecida
Os animais atópicos apresentam uma barreira cutânea anormal, com deficiências estruturais que facilitam a penetração de alérgenos. Esta barreira é composta principalmente pelo estrato córneo, a camada mais externa da pele, formada por queratinócitos mortos (corneócitos) rodeados por lipídeos lamelares complexos.
Em dermatite atópica em cães, a disposição dos lipídeos no estrato córneo é muito heterogênea, com lacunas em diversas áreas. Além disso, a estrutura desses lipídeos geralmente é anormal ou incompleta, cães atópicos apresentam:
- Menor quantidade total de ceramidas na pele;
- Redução específica de certas subclasses de ceramidas (especialmente 1 e 9);
- Lamela lipídica desorganizada e com menor espessura;
- Aumento do teor de colesterol.
Essa deficiência lipídica está associada ao aumento da perda de água transepidérmica (PATE), cujos valores são significativamente maiores em cães atópicos do que em cães saudáveis. Portanto, a barreira cutânea enfraquecida não apenas facilita a entrada de alérgenos, mas também contribui para a desidratação da pele.
Estudo publicado na revista BMC Veterinary Research destaca a importância do fortalecimento precoce dessa barreira como medida preventiva eficaz contra o desenvolvimento da dermatite atópica.
Uma vez estabelecida a inflamação, forma-se um ciclo vicioso: a barreira cutânea danificada desencadeia a dermatite atópica que, por sua vez, debilita ainda mais a epiderme e perpetua os danos à pele.
Para avaliar a saúde da sua pele do seu pet e identificar possíveis alergias, o acompanhamento veterinário é indispensável. Exames específicos podem determinar os alérgenos responsáveis pela sensibilização do animal e orientar o tratamento mais adequado.
Sintomas e sinais clínicos dermatite atópica em cães

Os sinais clínicos da dermatite atópica em cães são diversos e facilmente reconhecíveis para tutores atentos. Reconhecer esses sintomas precocemente é fundamental para iniciar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida do seu pet.
Coceira intensa e lambedura constante
O prurido (coceira) é certamente o sinal clínico mais evidente, podendo ser localizado em aproximadamente 60% dos casos ou generalizado em cerca de 40% dos animais. Inicialmente, essa coceira pode não parecer tão séria, confundindo-se com problemas como presença de ectoparasitas, estresse ou ansiedade.
Quando incomodados, os cachorros com dermatite atópica tentam aliviar o desconforto através de lambedura excessiva, mordidas nas áreas afetadas e esfregação em diferentes superfícies. Essa coceira é tão intensa que frequentemente perturba os tutores, chegando a mantê-los acordados durante a noite.
Lesões, vermelhidão e queda de pelos
Com a progressão da doença, além da coceira, surgem lesões cutâneas como eritema (vermelhidão). Posteriormente, outros sinais como pústulas, máculas, crostas e seborreia podem aparecer. A pele afetada pode apresentar:
- Hiperpigmentação (escurecimento da pele);
- Liquenificação (pele mais espessa e grossa, com sulcos e manchas);
- Alopecia em cães (falhas no pelo) devido à coceira constante;
- Descamação e alterações na coloração da pele.
Caso os sintomas não sejam tratados adequadamente, podem evoluir para problemas secundários como infecções bacterianas, agravando ainda mais o quadro clínico.
Otite externa e alterações na pele
Otite externa e o prurido no pavilhão auricular ocorrem em aproximadamente 86% dos cães com dermatite atópica. Essa inflamação nos ouvidos se manifesta através de chacoalho frequente da cabeça, secreção e odor desagradável.
A dermatite canina também pode estar relacionada a conjuntivite em cachorro, epífora (extravasamento de lágrimas) e blefaroespasmo (contração involuntária da pálpebra), demonstrando como essa condição afeta não apenas a pele, mas pode ter manifestações oculares.
Áreas do corpo mais afetadas
As regiões mais frequentemente acometidas pela dermatite atópica em cães incluem:
- Face e orelhas;
- Axilas e região inguinal;
- Abdômen e coxa medial;
- Patas (principalmente as dianteiras);
- Face interna do pavilhão auricular;
- Áreas perineais.
Segundo Rostaher (2021), a face interna do pavilhão auricular, as axilas, áreas abdominais, inguinais e/ou perineais e extremidades distais são locais geralmente acometidos na maioria dos cães. O reconhecimento dessas áreas facilita a identificação precoce da condição.
Geralmente, os sintomas começam de forma leve antes do cachorro completar seis meses de idade e se agravam com o tempo, tornando o diagnóstico e tratamento precoces essenciais para o bem-estar do animal.
Diagnóstico e exames da dermatite atópica em cães

O diagnóstico da dermatite atópica em cães é um processo complexo que requer uma abordagem sistemática. Por não existir um teste específico que detecte diretamente a doença, o diagnóstico é realizado por exclusão, após uma minuciosa investigação clínica e laboratorial.
Importância da anamnese detalhada
A anamnese é o ponto de partida fundamental para o diagnóstico. Informações como idade de início dos sintomas, ambiente em que o animal vive, sazonalidade do problema dermatológico e resposta a tratamentos anteriores são cruciais para aumentar a confiança no diagnóstico.
Os critérios de Favrot são uma ferramenta importante nessa avaliação, com sensibilidade de 85,4% e especificidade de 79,1% quando o animal apresenta pelo menos cinco dos sete critérios estabelecidos.
Exames laboratoriais e de imagem
Para confirmar suspeitas e descartar outras condições, diversos exames podem ser realizados:
- Raspados de pele para identificar ectoparasitas;
- Citologia cutânea para detectar infecções secundárias;
- Tricograma para avaliar a estrutura dos pelos;
- Biópsia de pele para análise histopatológica em casos mais complexos;
- Hemograma e bioquímicas séricas como exames complementares.
O exame histológico é particularmente útil para determinar a distribuição da lesão cutânea, o tipo de resposta inflamatória e, em muitos casos, o tempo de evolução da lesão.
Testes de alergia e dieta de eliminação
Os testes alérgicos são recomendados apenas após o diagnóstico estabelecido, com duas finalidades principais: identificar alérgenos específicos e selecionar componentes para imunoterapia. Existem dois tipos principais:
- Teste intradérmico (considerado “padrão ouro”);
- Teste sorológico para detecção de IgE específica.
A dieta de eliminação é essencial para diferenciar a dermatite atópica em cães da alergia alimentar. O processo deve durar entre 8 a 12 semanas, utilizando uma fonte proteica que o animal nunca tenha consumido ou proteínas hidrolisadas.
Diagnóstico diferencial com outras doenças
Antes de confirmar a dermatite atópica em cães, é necessário descartar outras condições que causam sintomas semelhantes:
- Infestações parasitárias (sarnas canina, pulgas);
- Dermatite alérgica à picada de pulga;
- Hipersensibilidade alimentar;
- Piodermite bacteriana;
- Dermatite por Malassezia canina;
- Dermatite de contato.
Aproximadamente 5% dos cachorros com dermatite atópica podem apresentar resultados negativos tanto nos testes sorológicos quanto nos cutâneos, o que não exclui o diagnóstico da doença.
Tratamentos e cuidados dermatite atópica em cães

O tratamento da dermatite atópica em cães requer uma abordagem multimodal, pois, sendo uma condição crônica, exige tratamentos contínuos para evitar recidivas e minimizar alterações cutâneas a longo prazo.
Uso de medicamentos e terapias tópicas
O tratamento medicamentoso da dermatite atópica em cães geralmente envolve duas fases: controle inicial da inflamação e manejo contínuo para prevenção de crises. No início, o médico veterinário pode utilizar fármacos com ação anti-inflamatória para reduzir rapidamente os sintomas e devolver conforto ao animal.
Para tratamentos de longo prazo, existem diferentes opções que auxiliam no controle da resposta imunológica e ajudam a manter a pele saudável, sempre selecionadas conforme as necessidades individuais do paciente. Em casos mais persistentes, a imunoterapia alérgeno-específica pode ser indicada como parte do manejo, visando reduzir a sensibilidade aos agentes desencadeantes.
As terapias tópicas incluem shampoos terapêuticos e produtos hidratantes que contribuem para a higienização da pele, reposição da barreira lipídica e prevenção de infecções secundárias.
Atenção: o tratamento deve ser sempre prescrito e acompanhado por um médico veterinário. A escolha dos medicamentos, bem como a dosagem e duração, depende de avaliação clínica detalhada e não deve ser feita sem orientação profissional.
Dieta hipoalergênica e suplementação nutricional
A nutrição adequada desempenha papel fundamental no controle da dermatite atópica em cães.
Recomenda-se:
- Dietas com proteínas de altíssima digestibilidade (>90%);
- Alimentos ricos em ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3 e ômega-6);
- Suplementação com combinação de nicotinamida, ácido pantotênico, histidina, colina e inositol.
Essas substâncias aumentam a síntese de ceramidas pelos queratinócitos, fortalecendo a barreira cutânea e reduzindo significativamente as recidivas das crises alérgicas.
Controle ambiental e higiene do pet
O manejo ambiental é essencial para reduzir a exposição aos alérgenos. Algumas medidas incluem:
- Lavar a cama do animal semanalmente com água quente;
- Manter a casa limpa usando aspiradores com filtros HEPA;
- Remover tapetes, carpetes e objetos que acumulam poeira;
- Evitar que o pet entre em contato com grama recém-cortada.
Os banhos regulares com produtos específicos ajudam a remover alérgenos da pele, respeitando o tempo de ação indicado pelo veterinário.
Acompanhamento veterinário regular
Por ser uma condição crônica, a dermatite atópica em cães requer monitoramento constante. O acompanhamento com dermatologista veterinário permite ajustar o tratamento conforme a resposta individual do animal, monitorar possíveis infecções secundárias e avaliar a eficácia das intervenções terapêuticas.
Vale ressaltar que o tratamento deve ser sempre individualizado, considerando a raça, o estágio da doença e a gravidade das lesões para proporcionar melhor qualidade de vida ao pet.
Se o seu cão apresenta sinais de dermatite atópica, agende uma consulta com a equipe de dermatologistas veterinários da Gold Lab Vet em São Paulo. Estamos prontos para oferecer diagnóstico preciso e tratamento personalizado em nossas duas unidades da Zona Leste em Tatuapé e Zona Sul em Jabaquara
Cuidar da saúde da pele do seu pet com acompanhamento especializado é nossa especialidade e o caminho para garantir bem-estar e mais qualidade de vida ao seu pet!
Perguntas frequentes sobre dermatite atópica em cães
Se ainda restam dúvidas sobre dermatite atópica em cães, esta seção vai te ajudar a entender os principais cuidados e formas de controle. Estar bem informado é essencial para proteger a saúde e o bem-estar do seu pet.
Quais são os sintomas mais comuns da dermatite atópica em cães?
Os sintomas mais frequentes incluem coceira intensa, vermelhidão na pele, lambedura excessiva das patas, lesões cutâneas, queda de pelos e otite canina externa. As áreas mais afetadas geralmente são a face, orelhas, axilas, abdômen e patas.
Como é feito o diagnóstico da dermatite atópica canina?
O diagnóstico é realizado por exclusão, através de uma anamnese detalhada, exames laboratoriais como raspados de pele e citologia cutânea, testes alérgicos e dieta de eliminação. É importante descartar outras condições que causam sintomas semelhantes.
Quais raças de cães são mais propensas a desenvolver dermatite atópica?
Algumas raças com maior predisposição incluem Golden Retriever, Labrador, Bulldog Inglês e Francês, West Highland White Terrier, Shih Tzu, Schnauzer Miniatura, Shar Pei e Pastor Alemão. No entanto, cães sem raça definida raramente desenvolvem a doença.
Existe cura para a dermatite atópica em cães?
Não existe cura definitiva, pois é uma condição crônica. No entanto, existem diversos tratamentos que podem controlar os sintomas e proporcionar qualidade de vida ao animal, incluindo medicamentos, terapias tópicas, dieta adequada e controle ambiental.
Como posso ajudar meu cão com dermatite atópica em casa?
Algumas medidas incluem manter a casa limpa, usar aspiradores com filtros HEPA, lavar a cama do animal semanalmente, evitar tapetes e carpetes, dar banhos regulares com produtos específicos e seguir uma dieta adequada recomendada pelo veterinário. O acompanhamento veterinário regular também é essencial.
Considerações finais sobre dermatite atópica em cães
A dermatite atópica em cães é um desafio constante tanto para tutores quanto para profissionais veterinários, devido à sua natureza crônica, inflamatória e multifatorial. Estima-se que a condição afete cerca de 15% da população canina, com manifestações iniciais mais comuns entre os seis meses e três anos de idade.
Identificar precocemente os sinais clínicos como coceira intensa, vermelhidão e lambedura excessiva é fundamental para iniciar um plano terapêutico eficaz e evitar a progressão das lesões cutâneas.
O acompanhamento veterinário contínuo é indispensável, permitindo ajustes no tratamento conforme a resposta individual de cada animal, além da prevenção de complicações secundárias.
Medidas complementares, como banhos frequentes com produtos específicos e a redução da exposição a alérgenos ambientais, também desempenham papel importante no controle da doença.
Com cuidados consistentes e manejo adequado, é possível oferecer ao seu pet uma vida mais tranquila, com menos crises e mais qualidade de vida.








Uma resposta
Ótima explicação. Ajudou muito, um caminho das pedras para entender o que ocorre com uma pet resgatada e de uns tempos para cá, coçar dia e noite.
Também estou estudando veterinária e essa explicação foi top.
Agora estou na etapa de testar a alergia alimentar.
Texto muito bem elaborado. Parabéns.