Sorologia para Raiva - Trânsito Internacional

O exame para sorologia de raiva identifica se o paciente possui uma quantidade mínima de anticorpos contra a raiva, indicando que o paciente foi vacinado.

Este exame é solicitado tanto por países da União Européia, quanto por países que não fazem parte dela (como Estados Unidos), para que seu pet seja autorizado a entrar no país.

 

Para a realização do exame, o paciente deve estar vacinado contra a raiva há pelo menos 30 dias e com microchip de identificação implantado. A contar da data da coleta da amostra para a sorologia de raiva, o paciente estará liberado para embarcar após 90 dias, com a aprovação do laudo.

Caso o paciente não esteja com as vacinas atualizadas, efetue as vacinas e aguarde no mínimo 30 dias para a coleta da nova amostra do exame.

Sugerimos sempre aplicar as melhores vacinas disponíveis no mercado, pois elas ajudam na efetividade tanto da imunidade contra a raiva, quanto na aprovação do laudo pelo órgão aprovador da entrada do seu bicho no país estrangeiro.

Como é obtida a Sorologia de raiva?

 A sorologia de raiva é obtida através de uma amostra de sangue do seu pet.

 

O animal deve estar em jejum de 8 horas e para animais acima do peso (obesos), recomenda-se jejum de 12 horas.

A amostra de sangue deve estar livre de lipemia, hemólise e icterícia (Em qualquer grau).

Caso o animal nunca tenha realizado um exame de sangue preventivo durante a sorologia de raiva, recomendamos que aproveite a coleta do sangue e realiza também um check-up completo.

 

Se você vai viajar e pretende levar seu pet, é necessário realizar o exame de sorologia de raiva internacional para cães e gatos. 

 

 

Entre em contato conosco e agende um horário.

 

 

Países da união européia:

Alemanha, Áustria; Bélgica; Bulgária; Chipre; Croácia, Dinamarca; Eslováquia; Eslovênia; Espanha; Estônia; Finlândia; França; Grécia; Hungria; Irlanda; Itália; Letônia; Lituânia; Luxemburgo; Malta; Países Baixos; Polônia; Portugal; Romênia, Reino Unido, República Checa e Suécia.

Requisitos

  •  Atestado de Saúde (modelo disponível no site do MAPA)

    • Com a declaração que o animal não apresenta sinais de doenças infectocontagiosas e parasitárias.

    • Comprovante de implantação (com data de aplicação) de microchip ou tatuagem para fins de identificação do animal. O microchip deve atender ao padrão ISO 11784 e ISO 11785.

  • Carteira de Vacinação

    • É obrigatória a implantação do microchip antes ou no mesmo dia da vacinação antirrábica.

  •  Sorologia Antirrábica:

    • Precisa ser realizada com uma amostra de sangue colhida pelo menos 30 dias após a data de vacinação e no mínimo 90 dias antes da data de emissão do CVI.

    • A coleta precisa ser enviada a um laboratório em conformidade com o artigo 3.o da Decisão 2000/258/CE. A lista de laboratórios aprovados pela UE está disponível em: http://ec.europa.eu/food/animal/liveanimals/pets/approval_en.htm

    • Caso o material coletado seja enviado ao exterior, é necessário obter uma Autorização de Exportação no Serviço de Saúde Animal do seu estado: http://www.agricultura.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/quem-e- quem/secretaria-executiva-superintendencias-federais-de-agricultura-sfa-se-mapa

    • O nível de anticorpos de neutralização do vírus da raiva no soro deve ser igual ou superior a 0,5 UI/ml.

    • A sorologia não precisa de ser renovada no caso de animais que, tendo sido submetidos a esse teste com resultados satisfatórios, foram revacinados contra a raiva dentro do período de validade de uma vacinação anterior (apresentar histórico de vacinação).

    • Deve ser apensada ao certificado uma cópia autenticada do laudo oficial do laboratório aprovado com os resultados do teste para detecção de anticorpos da raiva.  

    • É necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e o embarque do animal. 

  • Tratamento antiparasitário:

    • Cães que se destinam aos países constantes do anexo I do Regulamento Delegado (UE) no 1152/2011 (FINLÂNDIA, IRLANDA, MALTA, e REINO UNIDO em 12/03/2015) devem receber tratamento contra Echinococcus multilocularis.

    • Esse tratamento deve:

      • Ser administrado por um veterinário dentro de um prazo não superior a 120 horas e não inferior a 24 horas antes da hora prevista de entrada dos cães num dos países listados no referido Regulamento;

      • Ser feito com um medicamento autorizado que contenha uma dose adequada de substâncias farmacologicamente ativas que, sozinhas ou combinadas, reduzam comprovadamente a carga das formas intestinais adultas e imaturas do parasita Echinococcus multilocularis na espécie canina.

Observações:

  • O certificado é válido por 10 dias a contar da data de emissão pelo veterinário oficial do MAPA até à data de apresentação no ponto de entrada da União Europeia. No caso de transporte marítimo, o prazo de 10 dias é alargado por um período adicional correspondente à duração da viagem por mar.

  • Qualquer revacinação aplicada fora do prazo de validade será considerada como a primeira vacinação do animal

  • Deve ser anexado ao certificado uma cópia autenticada da identificação e dos pormenores relativos à vacinação dos animais.

  • A entrada em Portugal de cães de raças consideradas potencialmente perigosas e seus cruzamentos (Fila Brasileiro, Dogo Argentino, Pit bull terrier, Rottweiller, American Staffordshire terrier, Staffordshire bull terrier e Tosa inu) é permitida com a assinatura de um termo de responsabilidade no ponto de entrada. Caso a permanência destes animais em Portugal seja superior a 4 meses, os animais deverão ser esterilizados.

Mais informações:

http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/ALL/?uri=CELEX:32013R0576 http://ec.europa.eu/food/animal/liveanimals/pets/approval_en.htm

https://ec.europa.eu/food/animals/pet-movement/ms-websites_en http://www.agricultura.gov.br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao

Para saber mais informações acesse:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao/sair-do-brasil/requisitos-em-pdf-publicados/uniao-europeia.pdf